22°C 37°C
Coxim, MS

Dinheiro que deveria cuidar de vidas: operação investiga desvio de mais de R$ 18 milhões da saúde em MS

Investigação aponta superfaturamento, contratações direcionadas e desvio de recursos destinados a equipamentos, UTI móvel e obras de hospital; diretor, policial e assessor estão entre os presos

07/10/2026 às 11h12
Por: Vanessa Ferreira
Compartilhe:
Divulgação site Investiga MS
Divulgação site Investiga MS

Um esquema que teria desviado recursos públicos destinados à saúde voltou a ser alvo de uma nova ofensiva do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Nesta quarta-feira (7), foram presos o diretor do Hospital Municipal de Sidrolândia, Jacob Breure, a policial Cristina Rosa e o assessor Júlio César Alves. Também foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.

A investigação começou a partir da identificação de possíveis desvios de recursos destinados à compra de um aparelho de ressonância magnética e de uma autoclave hospitalar, adquiridos por meio de convênio entre o Governo de Mato Grosso do Sul e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.

O caso ganhou novos contornos após a primeira fase da Operação Dirty Pix, deflagrada em novembro de 2025. Durante o avanço das apurações, os investigadores encontraram elementos que apontaram para possíveis desvios em outros convênios firmados pela entidade, seguindo, segundo o Gecoc, um mesmo modelo de atuação.

Recursos da saúde teriam sido desviados

De acordo com a investigação, o esquema teria alcançado recursos destinados à compra de equipamentos e materiais hospitalares, à aquisição de uma UTI móvel e à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa. Somados, os valores dos convênios investigados ultrapassam R$ 18 milhões.

Entre as suspeitas levantadas estão a elaboração de planos de trabalho com informações fraudulentas, superfaturamento de bens e serviços e direcionamento de contratos para empresas previamente alinhadas ao grupo investigado.

O que torna o caso especialmente grave é a origem e a finalidade dos recursos sob investigação: dinheiro público destinado à saúde, área que depende de investimentos para garantir equipamentos, estrutura e atendimento à população.

Segundo o Ministério Público Estadual, após os recursos serem depositados nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores teria sido retirada das finalidades previstas nos convênios e redistribuída por meio de sucessivas movimentações financeiras, incluindo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e pessoas utilizadas para ocultar os beneficiários.

Ainda conforme o Gecoc, as provas reunidas também apontam para um possível uso do poder financeiro da organização com o objetivo de dificultar ou obstruir as investigações em andamento.

A operação amplia as apurações sobre a utilização de recursos públicos que deveriam ser aplicados exclusivamente na melhoria da estrutura hospitalar e no atendimento à população. Os investigados passam a responder dentro do processo de investigação, e as responsabilidades individuais deverão ser definidas pela Justiça.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Coxim, MS
32°
Tempo nublado

Mín. 22° Máx. 37°

34° Sensação
10.04km/h Vento
47% Umidade
10% (0mm) Chance de chuva
06h15 Nascer do sol
18h37 Pôr do sol
Qui 40° 25°
Sex 42° 26°
Sáb 35° 24°
Dom 36° 23°
Seg 38° 23°
Atualizado às 17h05
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,02 +0,85%
Euro
R$ 5,62 +0,26%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 443,146,82 -2,70%
Ibovespa
204,302,33 pts -0.74%